Quem pensa por si mesmo não segue moda, ou pelo menos, não se preocupa com a moda. Se hoje a tendência é usar o que há um ano atrás seria taxado de ridículo, muitas pessoas curvam-se ao gosto de que elas mesmas zombariam se não estivesse sendo sustentado por uma celebridade, por exemplo. Quem pensa por si próprio, também não se importa com a opinião pública, não por se julgar superior aos demais, mas por reconhecer os preconceitos e interesses de grupos sociais por trás destas opiniões. Pensar por si próprio é mais que apenas demonstração de maturidade intelectual, é o pleno exercício da autonomia e da razão. Nas escolas tradicionais, os alunos aprendem a pensarem conforme o livro ou conforme o professor deseja ver escrito numa prova. As crianças são induzidas, nestas escolas, a adotarem o ideário do jogo capitalista, pautado na competição desenfreada. Em sua defesa, estas escolas alegam, "Estamos preparando-os para a vida". Mas que vida? A vida que eles querem ter ou a vida que nós somos forçados a acreditar que deve ser assim e não de outra maneira? Vale a pena questionar. Os resultados podem ser surpreendentes.