quinta-feira, fevereiro 16

Inicialmente, o que é uma escola democrática


Uma escola democrática é uma instituição de ensino que está fora do padrão das instituições educacionais  mais comuns, tais como as que adotam exames admissionais, provas bimestrais, gráficos comparativos no boletim, hierarquia escolar, etc. Estando fora do padrão, uma escola democrática apresenta uma proposta em que o aluno é livre para tomar sua própria iniciativa - e é incentivado para isto! Os professores é que tem que se adaptar aos alunos, não o contrário. Aliás, o papel dos professores numa escola democrática está muito além de passar lições guiadas por livros didáticos e chamar a atenção dos alunos para que eles aprendam algo que não lhes cultiva o menor interesse. O professor, neste caso, é um acompanhante de seus alunos, dando-lhes o conhecimento que estes desejam. 

O ideário da escola democrática enfrenta vários problemas sociais e políticos que impedem o seu afloramento, devido ao preconceito que se tem contra esta prática. O equívoco mais comum é que, o aluno, possuindo total liberdade para fazer o que quiser, se transforma numa pessoa problemática, sem limites. Isto não é verdade. A escola democrática possui leis. A diferença é que estas leis não nascem do autoritarismo e arrogância do universo adulto, elas surgem, em comum acordo, entre professores e alunos, num momento em que chamamos de Assembleia. Nesta, os votos de professores e alunos possuem o mesmo peso, ou seja, um garoto de 7 anos possui tanta voz quanto um professor de 36. A criança sente-se sujeito ativo de sua escolaridade, pois não está nela, faz parte dela. 

Atualmente, as escolas democráticas mais conhecidas são, Summerhill (Inglaterra) e a Escola da Ponte (Portugal). E embora não seja totalmente uma pedagogia democrática, as escolas inspiradas na Pedagogia Freinet seguem uma filosofia aproximada à da escola democrática. 

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